Meus Amigos
Uma modalidade que
contribui para movimentar o setor automobilístico, o financiamentos de veículos
que possui uma grande demanda, mas ao mesmo tempo é prejudicada pelo alto
índice de inadimplência do consumidor brasileiro. Com base em estudos de
mercado e analise de especialistas, surgiu uma pergunta de interesse para cada
brasileiro. Vale a pena financiar seu veiculo sem entrada?
Com muitas ofertas de
financiamentos feitas por vários bancos e instituições financeiras somadas a
uma grande demanda por compra de veículos, podemos concluir que uma fatia do
bolo das montadoras esta completamente ligada à oferta de credito. Mas a teoria
não é tão simples assim quando introduzimos a pratica, onde o índice de
consumidores com pendências financeiras seja interno com os bancos e
financeiras, ou externas com os órgãos de proteção ao crédito, acabam
emperrando o aumento do volume de vendas nesse segmento. Situações que não são
boas para ambos os lados, onde consumidor perde o acesso ao credito, comercio
perde vendas de veículos, instituições financeiras perdem volume de negócios.
Mas a pergunta que desperta curiosidade na cabeça de cada cidadão. De onde
surgiu tanta inadimplência? Compensa financiar um veiculo sem ofertar entrada?
Financiar veicula sem
entrada é uma opção sedutora e até mesmo atrativa para quem deseja adquirir o
bem sem precisar dispor de capital imediato, mas o mercado tem suas especificidades.
Pesquisas internas de varias instituições financeiras chegaram a conclusões que
boa parte da inadimplência é oriunda de planejamentos inadequados, como o
credito incompatível com a renda mensal. Muitos especialistas e analistas de
creditos entendem que trinta por cento da renda é o máximo que um consumidor
consegue pagar mensalmente sem prejudicar as demais despesas mensais. Mas não
devemos deixar de discutir alguns fatores abaixo:
Planejamento
Financeiro
A grande massa de
consumidores brasileiros ainda não sabe lidar com dinheiro, sem contar com o
impulso de consumir. Como relata o especialista Gustavo Cerbasi, “consumir é um
ato de prazer, mas não podemos consumir sem a devida responsabilidade”, ou
seja, um prazer imediato que pode proporcionar prazer imediato, mas em longo
prazo pode ocasionar tristeza, remorso, angustia e baixa estima por vários
anos. Para quem admite passar com essa dificuldade, tenho uma dica
interessante. Sempre que estiver em situações de consumo ou financiamento, faça
uma pergunta para si mesmo: Eu Quero ou
Preciso? Essa pergunta da uma resposta imediata se a situação que você se
encontrar esta baseada em consumo por prazer ou uma real necessidade de compra.
Comissões
de Lojas e Foco no Cliente:
As lojas de veículos,
principalmente de usados trabalham com foco na venda imediata, sendo que em muitas
vezes o famoso “retorno”, comissão dada pelas instituições aos lojistas acaba
gerando aumento no valor da parcela e prazo final do contrato, alem de
contribuir para insatisfação do cliente em longo prazo. Claro que não podemos
generalizar, existe lojistas honestos que trabalham corretamente, mas nesse
segmento criou-se a cultura do retorno e o foco na venda do veiculo deixou de
ser a prioridade principal. Não vejo problema nenhum em lojistas receberem
comissões por suas vendas, mas extrapolar limites gerando prejuízo aos clientes
é uma situação que deve ser contida imediatamente. Minha dica é pesquisar
preços em varias lojas e buscar informações sobre o veiculo e financiamento a
ser efetuado.
Analise
de Credito das Instituições Financeiras:
Um problema que também deve
ser discutido socialmente, pois o critério de concessão de credito tem muita
diferença entre uma instituição e outra, sem contar que algumas vezes uma loja
tem prioridades de aprovação dependendo do seu fluxo de clientes. Em minha
opinião os critérios bancários devem ser respeitados, mas ressalto que o foco
no cliente em longo prazo pode ser mais rentável que lucrar excessivamente em uma
única operação. O Cliente satisfeito pode comprar um veiculo novamente como
adquirir outros produtos bancários, isso sim é inteligência comercial.
Com todas as citações
acima entendo que criar a cultura do planejamento financeiro nos pais mais as
contribuições de lojas e instituições financeiras será fundamental para
oxigenar nossa economia nesse segmento. Mas não adianta uma legislação mais rígida
sem o comprometimento de todas as partes, afinal o coletivo faz toda a
diferença para construirmos uma sociedade melhor.
Forte Abraço
Thiago Zavatti
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