segunda-feira, 27 de maio de 2013

Instituições Financeiras sabem relacionar-se com Clientes?





Meus Amigos

 

 

Hoje quero comentar sobre estratégias de Marketing de Relacionamentos no segmento de financeiras, assunto pouco debatido, mas seus impactos tanto positivos como negativos afetam clientes a longo prazo e pode prejudicar o setor de credito na sociedade brasileira.

 

Vou falar especificamente dos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS, produto lançado ha mais de dez anos que têm tido excelentes margens de lucros para instituições financeiras, sendo que algumas delas sobrevivem apenas dessa operação. Embora essa linha de crédito tem suas atratividades para os clientes devido as taxas mais baixas e para os bancos devido ao baixo risco de inadimplência mais margens de lucros, essas operações possuem diversos riscos que tem gerado polêmicas e transtornos para milhares de clientes em todo o Brasil, como fraudes, estelionatos e informações enganosas.

 

Uma linha especifica dessa operação é a Compra de Divida, onde o cliente tem a opção de trocar de uma instituição financeira para outra por vários motivos, seja por taxas mais atrativas, seja por instituição financeira mais desejada ou pretensão de outra natureza. Na teoria é simples, não tendo satisfação com a atual instituição ou um plano de uma outra instituição que atenda melhor suas necessidades, basta trocar. Mas na pratica a história é outra, a grande maioria das instituições dificultam, burocratizam e até mesmo chegam a negar quitações aos clientes, sendo que em muitas vezes é mais fácil adquirir o credito do que liquidar. Entendo ser estranho esse tipo de comportamento e não acho natural o cliente ser prejudicado por estar querendo algo que é direito seu, seja quitação ou trocar por instituição que deseja. Desde que trabalhei em financeiras até hoje me pergunto sempre, porque não procuram atender bem o cliente, criar boas formas de relacionamentos para que o mesmo não procure outras instituições para negociar? Um cliente bem atendido dificilmente vai negociar na concorrência, no mínimo ele vai tentar negociar com a mesma empresa novamente. Sempre escutei que a concorrência melhora o mercado, mas sem as boas praticas de relacionamentos e uma legislação que não é aplicada, o mercado perde seus rumos, como aconteceu no segmento de veículos, onde a imensa massa de lojistas optaram focar ganhos de retorno nas operações financeiras ao invés de venderem os carros que sempre foram focos em suas negociações.

 

Esse segmento de empréstimos consignados é bom, promissor, mas ainda engatinha quando entendemos por excelência de mercado em prestação de serviços. O Marketing de Relacionamentos é uma das mais fortes armas do futuro e ela deve ser estimulada cada vez mais por empresas, mas se continuarmos com essas teorias mesquinhas, medievais e ultrapassadas, jamais teremos progresso nessa modalidade. Como diria Philip Kotler, "As pessoas se importam mais com empresas que se importam com elas", entendo que essa frase diz tudo, ou seja, as instituições financeiras devem criar formas de estreitar relacionamentos, conhecer de perto seus clientes. Somente assim vamos ter um mercado competitivo, transparente e promissor na sociedade brasileira.

 

 

 

Atenciosamente

Thiago Zavatti

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